Não somos rivais, somos a revolução!

Quase sempre quando uma mulher se manifesta publicamente com afinco defendendo sua posição política, seja de direita ou de esquerda, é comum surgirem vários comentários desqualificando a mulher de maneira machista.

Nesse período em que a conjuntura tem mudado de maneira tão acelerada, muitas militantes têm surgido nas redes sociais expondo suas opiniões e muitas outras são gravadas em atos quando fazem discursos inflamados.

Precisamos ter maturidade para compreender que não temos todas, o mesmo projeto de sociedade. Que nem todas têm a mesma visão de mundo. Que a uniformidade de pensamento inclusive se aproxima mais da ditadura que da democracia.

Podemos discordar do entendimento político de qualquer pessoa, podemos manifestar em quais pontos temos divergência na análise, podemos e devemos marcar posição. O que não podemos é adjetivar a opositora como louca, esquizofrênica, perturbada, vaca, vadia, FDP, burra, mal amada, mal comida, ou qualquer outro termo pejorativo que só demonstra como o machismo está impregnado na sociedade e na hora do descontentamento aflora e agride as mulheres sem nem ter vergonha. Além disso, é uma tremenda manifestação de ignorância e desrespeito ao debate de saúde mental.

Há algum tempo atrás era comum nas redes sociais a postagem “Defina a fulana com uma palavra”. Eu fiquei profundamente indignada e com vergonha alheia pelos absurdos que as pessoas eram capazes de escrever sobre uma mulher, só para mostrar nas redes o quão se opunham as suas idéias.

É hipocrisia se dizer feminista, machista em desconstrução ou homem solidário ao feminismo, quando você reproduz o machismo nas mulheres consideradas opositoras na política ou em qualquer outro campo. Vamos exercer a coerência?

Nosso vocabulário é tão rico. Querendo demonstrar desacordo que tal esses adjetivos: Pelega, fascista, coxinha, direitosa, burguesa, antidemocrática, fundamentalista, insuportável, intolerante, opressora, racista, lgbtfóbica, entre outros…

O feminismo é para libertar TODAS as mulheres. A palavra TODAS não admite exceção.

Seguiremos em marcha até que TODAS sejamos livres

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