16/12 – Novo Formato de Ato

No dia 16 de dezembro de 2015 o país foi tomado pelas manifestação em defesa da democracia, contra o golpe, por mudanças na política econômica e pelo fora Cunha. Foram manifestações vitoriosas, com a população nas ruas. Mas o que mais me chamou atenção no ato de Curitiba foi à nova formatação do Ato.

O Caminhão de Som foi comandado por dois jovens militantes, Anaterra Viana (34) militante do movimento de cultura e feminista e por Daniel Mittelbach (28) dirigente da CUT. Se a juventude já traz consigo a alegria e disposição militante que empolga e anima quem acompanha o percurso, a opção da organização de valorizar os artistas locais e convidá-los para tocar na concentração do ato e durante o trajeto foi assaz assertiva.

A manifestação começou com o som animado de Henrique Assis e Evangivaldo Santos e seguiu com as declamações de João Belo, e o Hip Hop de Vato todos com grande teor político.

Houve falas políticas das centrais sindicais, de partidos e de movimentos sociais. Essas falas são necessárias para reafirmar o projeto defendido e apontar as necessidades de mudanças. São falas que marcam posição e mostram de que lado está à classe trabalhadora. Porém o ato fugiu do formato tradicional com discursos intermináveis e foi tomado pela pegada da juventude. O recado político foi dado tantos pelas falas dos dirigentes como também através da juventude consciente que além de levantar o astral da galera demonstrou conteúdo político numa linguagem que dialogou com a população. Essa unidade garantiu o sucesso da atividade.

Do alto do caminhão de som era possível enxergar a energia do Garibaldis e Sacis + Levante Popular da Juventude fluindo para os manifestantes e contagiando os trabalhadores e transeuntes que estavam no percurso da caminhada. Anaterra, Daniel e até o Cafu que chegou para ajudar com as palavras de ordem contra o (des)governador Beto Richa, empolgaram com o “ai, ai-ai-ai, ai-ai-ai-ai-ai-ai-ai, a Dilma fica e o Cunha sai!”

Quem acompanhou a manifestação e viu o povo na rua contra o impeachment, teve a nítida impressão que aquelas pessoas estavam celebrando a defesa da democracia. Não se tinha a imagem de pessoas raivosas, diferente das manifestações da direita que pedem não só o golpe como simulam a morte de figuras públicas e conclamam o retorno da ditadura. Nem tão pouco se viu um grupo acuado com receio de perder a disputa política. O que tivemos foi um ato alegre que trouxe o povo para as ruas para mostrar que ninguém vai rasgar a constituição sem resistência popular.

No final o Ato contou com Leo Fressato, Estrela Leminski e Téo Ruiz que cantaram o Blues da piedade de Cazuza, seguida pela fala da Frente Brasil popular e Fórum de Lutas 29 de Abril, encerrando magnificamente as atividades.

Posso dizer que saí satisfeita e renovada. E que da luta não me retiro

 

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