“Enquanto você tem medo de ir à praia e perder sei Iphone, eu tenho receio de morrer”

Fui militante do Movimento Estudantil da UFPR. No final da ocupação de 2005, voltava para casa com um colega, portávamos colchão inflável, barraca, e vários apetrechos do KIT Ocupação. Fomos surpreendidos por dois assaltantes. Neste exato momento passou no outro lado da rua, uma viatura da polícia fazendo ronda. Fizeram a volta e deram voz de prisão. Não enxergaram assalto, e sim que estávamos comprando drogas. Meu colega era branco. Ele explicou o que de fato estava havendo. Quando entenderam a situação prenderam os assaltantes. E fomos a delegacia fazer o B.O.

Poisé. Negra de madrugada na rua cercada de homens negros, o que poderia ser né?

Quando vejo essa situação do Rio, lembro que ser negro(a) já é motivo suficiente para ser suspeito. Parece que todo Negro é bandido em potencial. Nesta condição, o faro da polícia para bandidos ao invés de cheiro, tem cor.

O que aconteceu no Rio é a expressão do racismo no Brasil. Para quem ainda acredita no mito da democracia racial, tá aí a prova de que isso é falácia. Nenhum jovem branco foi sequer monitorado nessa ação absurda que o governo do Rio chama de ação preventiva.

Qual é a proposta? que tenhamos locais de negros e locais de branco? Negros e pobres não podem ir a praia?

Essa postagem do Ernesto é o dilema que nós negras e negros vivemos diariamente

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