Direita a serviço do ódio e despolitização

Você que usa este adesivo machista da Presidenta Dilma em seu carro, saiba que você está fazendo apologia ao estupro. Essa ofensa não atinge somente a Presidenta, atinge a todas as mulheres. É surpreendente que para manifestar sua contrariedade política um grupo chegue ao absurdo de incitar a violência contra mulher.

Todos nós sabemos que a direita é conservadora e machista. Porém o discurso de ódio neste último período está cada vez mais inflamado. Este ano assistimos perplexos pedidos de retorno da ditadura, impeachment por desacordo com as urnas, ofensas de todo tipo aos nordestinos e insultos machistas a nossa presidenta.  Apologia ao estupro é só mais um item na lista. O problema é que sempre pode piorar.

É com grande preocupação que vejo este cenário. Estas campanhas de ódio são sinais claros de despolitização proposital por parte da direita. Quando perguntamos as pessoas comum “por que você discorda do governo Dilma?”, quando não ouvimos um xingamento a Presidenta, ouvimos como resposta que o país está uma M. Ou seja, ninguém sabe argumentar. O Discurso de ódio pegou. Não há mais necessidade da direita investir em grandes discursos sobre aumento de juros, crise econômica internacional, financiamento empresarial de campanha. Basta uma nova palavra de ódio a cada dois meses.

É perceptível nas rodas de conversas informais que há maior interesse nos adesivos no que na discussão da redução da maioridade penal, do que na discussão de reforma política, do que até mesmo da operação Lava-Jato.

Segue aqui a nota de repúdio das entidades: Comitê Latino Americano e do Caribe em Defesa dos Direitos das Mulheres, a Marcha Mundial das Mulheres, a Central Única dos Trabalhadores, a União Brasileira de Mulheres, a Rede Feminista de Saúde, a Secretaria Estadual de Mulheres do PT/RS, o Coletivo Feminino Plural, a THEMIS Gênero Justiça e Direitos Humanos, a Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher – AL/RS, o Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do Rio Grande do Sul e o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Porto Alegre – CONDIM.

Mais uma vez a direita a serviço do ódio e da despolitização.

OBS: Eu me recuso a por imagem daquele adesivo neste blog

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