Plano de Educação e questões de gênero

Sou Mãe de duas Crianças. Uma menina de dois anos e um menino de 4 anos de idade.  Em casa, oriento meus filhos que o mais importante nas relações humanas é o amor ao próximo. Ensino o que aprendi com os meus pais e com meus anos como religiosa. Amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Esse é meu dever como mãe. Transmitir os valores que acredito como sendo o correto. Qual é o dever da escola? Na minha visão o dever da escola é para além de transmitir conhecimento, formar cidadãos. Indivíduos capazes de conviverem socialmente, respeitando o código de leis da comunidade em qual estão inseridos. Neste sentido, eu como mãe, gostaria de ter a tranqüilidade de saber que o ambie nte em que meu filho estuda o incentiva:

  • A conviver  socialmente;
  • A respeitar o próximo, sabendo que o respeito é a expressão prática do amor;
  • A lidar com diferenças respeitando o princípio que Deus mesmo criou: o livre arbítrio.

Quero poder enviar meu filho à escola sabendo que lá ele será estimulado a respeitar as pessoas, independente de sua origem étnico-racial, do seu credo, da forma do seu corpo, de sua orientação e identidade de gênero. Meus filhos, como eu disse anteriormente, possuem dois e quatro anos. Quero que eles cresçam em um ambiente inclusivo e afirmativo, onde saibam aceitar a diversidade e serem aceitos como se identificarem. Não temos o papel de julgar se a orientação de cada qual é correta. A escola principalmente não tem esse papel. Porém realmente acredito que é papel da escola propiciar debates afirmativos que gerem inclusão e coíbam práticas discriminatórias como, por exemplo, o bullying. Segundo estudo publicado na Revista Latino Americana de enfermagem, de autoria da PhD Marta Angélica Iossi Silva, da USP, (Et. Al.),  51,2 % das vítimas de bullying não sabem identificar o motivo. Dentre os que identificam as principais causas são relacionadas à aparência do corpo, raça/cor, orientação sexual, religião e região de origem. Participaram do estudo 109.104 estudantes do 9º ano do ensino fundamental, de escolas públicas e privadas, localizadas em zonas urbanas ou rurais, de todo território brasileiro. http://www.scielo.br/pdf/rlae/2015nahead/pt_0104-1169-rlae-0022-2552.pdf Este estudo comprova que passou da hora deste debate ser realizado nas escolas. As crianças estão sofrendo por omissão. E continuarão sofrendo se o fundamentalismo prevalecer sobre as necessidades de nossas crianças. Concluo reafirmando que a escola deve formar cidadãos que saibam conviver socialmente, respeitando as leis e ao próximo. Reafirmo também que é princípio cristão o amor ao próximo. Portanto se promover a igualdade e a afirmação da diversidade se chama ideologia de gênero, como alguns insistem em nomear, declaro que como mãe apoio e defendo a permanência da ideologia de gênero no Plano Municipal, Estadual e Nacional de Educação

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